‘Não é meu trabalho ser seu amigo’: cofundadora da Skims explica a empatia que funciona na liderança

O papel da empatia na liderança

Emma Grede, cofundadora da Skims e da Good American, afirma que é possível ser uma líder que demonstra empatia enquanto também toma decisões difíceis necessárias para o sucesso de uma empresa. Em entrevista, Grede defendeu que uma verdadeira capacidade de liderança está conectada a uma mentalidade focada nos objetivos do negócio.

Ela alerta que, para agir corretamente em relação às pessoas, é essencial fazer o mesmo em relação à empresa. Isso implica que líderes não devem evitar decisões que possam ser desconfortáveis, mas que são necessárias para o crescimento e a saúde organizacional.

A diferenciação entre empatia e amizade

Grede faz uma clara distinção entre o que significa ter empatia na liderança e estabelecer relações de amizade com os colaboradores. Ao afirmar que “não é seu trabalho ser amigo” de todos, ela enfatiza que os líderes devem manter um certo distanciamento profissional que permite a tomada de decisões objetivas, mesmo que difíceis.

empatia na liderança

Essa visão é crucial, especialmente em contextos onde a performance e os resultados precisam ser considerados. Cuidar das pessoas não significa tratá-las como parte de uma família, mas sim reconhecer suas dificuldades e oferecer apoio onde for necessário, sempre comprometendo-se com as metas da empresa.

Os três sinais de um líder eficaz

Scott Hutcheson, em um artigo complementando as ideias de Grede, descreve a presença de um líder como a combinação de três tipos de sinais percebidos pela equipe: relacional, funcional e direcional. Cada um desses sinais deve ser ajustado conforme a situação em que o líder se encontra.

  • Relacional: Refere-se ao acolhimento e à capacidade do líder de ouvir atentamente e reconhecer as dificuldades enfrentadas pelos integrantes da equipe.
  • Funcional: Foca na competência do líder em identificar problemas de desempenho, oferecer feedback construtivo e estabelecer expectativas realistas.
  • Direcional: Relaciona-se com a firmeza, que envolve deixar claro quais mudanças são necessárias, assumir responsabilidades e cumprir o que foi prometido.

Esses sinais, quando bem equilibrados, podem ajudar a criar um ambiente de trabalho mais saudável, onde as pessoas se sintam respeitadas e motivadas a alcançar os objetivos em conjunto.

Os erros comuns na liderança

Entretanto, Hutcheson também alerta para dois erros comuns que podem ocorrer quando os líderes falham em equilibrar esses sinais. O primeiro erro é ser excessivamente acolhedor sem exigir resultados, o que pode levar a um ambiente onde a simpatia prevalece sobre a necessidade de liderança eficaz. O segundo erro oposto é a firmeza sem acolhimento, onde o líder pode se tornar rígido e distante, confundindo a força com intimidação.

Para evitar esses erros, é importante que os líderes se autoavaliem após conversas difíceis, refletindo sobre se respeitaram e compreenderam as preocupações dos funcionários, se demonstraram competência e se esclareceram os passos seguintes para todos os envolvidos.