Diretora executiva mostra como usar tecnologia sem perder o crivo humano: ‘IA é um acelerador’

A Trajetória de Elaine Gabarrão

Elaine Gabarrão construiu uma carreira sólida ao longo de mais de 30 anos no setor administrativo e financeiro. Formada em contabilidade e com especialização em Controladoria, ela acumulou experiência em diversos setores, incluindo indústria, serviços, aviação e saneamento, sempre ocupando posições ligadas à gestão, finanças e processos administrativos.

Atualmente, Elaine é a diretora executiva da ECOSAN Sustentabilidade, uma empresa que se dedica a oferecer soluções relacionadas ao tratamento de água e efluentes. Além de sua atuação na empresa, ela também é professora convidada, o que demonstra seu comprometimento com a educação e o desenvolvimento contínuo.

A trajetória de Elaine é marcada pela constante busca por aprendizado e pela combinação de experiência técnica e liderança. Sua inquietação por evolução profissional a impulsionou a participar do PIACC, Programa de Inteligência Artificial para C-levels, Conselheiros e Acionistas, da Saint Paul Escola de Negócios.

inteligência artificial

Elaine destaca a importância de compreender que o mundo mudou com a chegada da inteligência artificial, assim como ocorreu com a internet, enfatizando a necessidade de adaptação constante.

Da Controladoria à Inteligência Artificial

A formação contínua se tornou um requisito fundamental na carreira executiva de Elaine. Ao buscar novas oportunidades de aprendizado no final de 2024 e no início de 2025, a Saint Paul apresentou uma proposta que se alinhava perfeitamente às suas expectativas.

A escolha pelo programa foi motivada por sua curiosidade e pela urgência de entender as transformações em andamento. “Eu quis iniciar pelos conceitos de inteligência artificial pensando nos impactantes avanços que estamos presenciando”, compartilha ela.

A Transformação da Percepção sobre IA

Apesar de seu conhecimento prévio sobre o tema, Elaine admite que o curso proporcionou uma redefinição na sua compreensão sobre a inteligência artificial.

“Eu achava que tinha uma noção clara do que significava, mas nas duas primeiras aulas, eu me surpreendi. Compreendi melhor o conceito de machine learning, a realidade que estamos enfrentando e o que realmente é a inteligência artificial”, declara.

Ela enfatiza que uma das grandes vantagens do programa PIACC é que ele começa pela base teórica antes de avançar para as ferramentas e suas aplicações práticas. Esse enfoque permitiu que Elaine dissociasse o entusiasmo excessivo que cerca o mercado da aplicação prática da tecnologia nas empresas, destacando a importância da base conceitual para a implementação eficaz.

Governança e Qualidade na Aplicação da IA

Para Elaine, a inteligência artificial já faz parte do cotidiano nas empresas. A questão central deixou de ser se a tecnologia será utilizada e passou a ser como ela será integrada aos processos organizacionais.

“Ela é uma ferramenta, um acelerador, mas nunca podemos esquecer dos fatores de governança e da supervisão humana antes da implementação. Não é a tecnologia que decides e você simplesmente publica. É fundamental passar por um processo de avaliação crítica”, afirma. 

Ela acredita que o uso responsável da inteligência artificial nas empresas é imprescindível e deve seguir critérios rigorosos de qualidade, incluindo revisão humana e governança adequada.

A tecnologia, segundo ela, tem o potencial de diminuir a carga horária de trabalho, agilizar pesquisas e auxiliar na elaboração de documentos, vídeos, apresentações e relatórios. No entanto, a responsabilidade pelas decisões deve sempre recair sobre os humanos.

“Temos uma capacidade inata de discernimento e sempre manteremos o poder de escolha”, enfatiza Elaine.

A Integração da IA na Cultura Empresarial

Na ECOSAN, essa filosofia de análise crítica já está impactando as decisões práticas da empresa. A organização passou a considerar fatores como custo, aderência aos negócios, segurança e impacto nos processos ao avaliar e adquirir ferramentas que utilizem inteligência artificial.

Elaine relata: “O curso me proporcionou uma nova perspectiva sobre como escolher e usar as ferramentas de IA, além de me ajudar a compartilhar essa nova linguagem com os colaboradores.”

Educando Equipes para o Uso Responsável da Tecnologia

A experiência adquirida no programa PIACC destacou para Elaine a importância das aulas práticas. Para ela, a interação com ferramentas e a resolução de casos reais permitiram que o conhecimento teórico fosse rapidamente traduzido em ações aplicáveis.

“Nas aulas práticas, você exercita e já começa a idealizar maneiras de implementar isso no dia a dia, principalmente no ambiente de trabalho”, conta. Ela acrescenta que as atividades, que variavam entre a elaboração de apresentações, análises, conversões de conteúdo e a utilização de ferramentas para agilizar entregas, foram altamente eficazes. “Um processo que costumava levar dias, consegui concluir em apenas três horas”, revela.

Elaine acredita que tais avanços não são somente sobre a economia de tempo, mas também sobre a manutenção da qualidade. Na ECOSAN, a inteligência artificial não é tratada como uma iniciativa isolada, mas sim como parte da cultura contínua da empresa, integrando pessoas, processos e decisões.

Exemplos Práticos de Implementação de IA

Elaine ressalta a necessidade de criar métricas que avaliem tanto os custos quanto a qualidade do serviço oferecido aos clientes. Essa abordagem comprova que a implementação da IA na empresa visa resultados qualitativos e não apenas quantitativos.

Ela compartilha sua convicção de que a inteligência artificial deve ser adotada com responsabilidade e trabalho consciente. “A IA não pode ser implementada por ser uma mera tendência; é essencial compreendê-la, testá-la e aplicá-la cuidadosamente”, salienta.

Medindo o Sucesso da Adoção de IA

Elaine considera crucial que as implicações e resultados da adoção de IA sejam mensurados adequadamente. Isso inclui tanto indicadores de custos quanto análises qualitativas que aferem a satisfação dos clientes e a eficiência dos processos.

Ela acredita que o sucesso da adoção de inteligência artificial deve ser avaliado sob diferentes prismas para assegurar que as decisões tomadas estejam alinhadas com a missão e os valores da organização.

Como a IA Pode Aumentar a Produtividade

Elaine conclui que a verdadeira essência da inteligência artificial reside em sua capacidade de aumentar a produtividade de forma responsável. Ela entende que a tecnologia pode servir como uma aliada que não apenas economiza tempo, mas também eleva a qualidade do trabalho realizado.

“Precisamos introduzir a tecnologia na cultura organizacional de forma estruturada e integrada, educando nossa equipe e mantendo o foco contínuo em promover boas práticas”, afirma.

Reflexões sobre o Futuro da IA nos Negócios

Após sua experiência no programa PIACC, Elaine reafirma sua crença de que a inteligência artificial representa uma realidade inegável no futuro dos negócios. Ela menciona que a compreensão profunda dessa tecnologia é a chave para seu uso eficaz e ético.

“A inteligência artificial já faz parte do nosso presente, e nossa inteligência será fundamental para interagir e utilizá-la da melhor forma possível, tanto em nosso dia a dia, quanto em estudos e no ambiente profissional”, conclui.