A História da Scala e Suas Raízes Familiares
A Scala foi criada em 1963, na cidade de Sacramento, que está situada no interior de Minas Gerais, nas proximidades da Serra da Canastra. O fundador, Nino, era um imigrante italiano que chegou ao Brasil acompanhado de sua mãe viúva e quatro irmãos, após ter fugido da guerra. Antes de se aventurar no setor de laticínios, Nino trabalhou em diversas áreas, como panificação e restaurância, e, depois de acumular um capital inicial, decidiu adquirir uma pequena fábrica de manteiga, o que eventualmente deu origem à empresa Scala.
Atualmente, a gestão da Scala está sob o comando da terceira geração da família, com Maria Eugenia Soares Cerchi, neta do fundador, ativamente envolvida na administração e no conselho da companhia. Além disso, a estrutura de governança da empresa está se profissionalizando, incluindo a transformação do inicialmente consultivo conselho de administração em um conselho deliberativo, e a criação de um conselho de sócios, que agora conta com a participação de conselheiros independentes.
Estratégias de Crescimento e Expansão no Varejo
Nos últimos anos, a Scala tem se estruturado estrategicamente para ampliar sua presença no mercado de varejo. Tradicionalmente focada no fornecimento a pizzarias e restaurantes, a empresa deseja que os consumidores reconheçam a marca também nas prateleiras dos supermercados. Aproximadamente 70% do mercado de queijos está concentrado nesse canal, e a Scala almeja obter um crescimento ambicioso, projetando um faturamento superior a R$ 2 bilhões até 2026, com um incremento significativo no volume de vendas direto ao consumidor final.

Para isso, a companhia realizou investimentos substanciais em sua infraestrutura, adquirindo fábricas e ampliando sua capacidade produtiva. A meta é dobrar de tamanho até 2030, algo que exigirá um planejamento sólido e um entendimento profundo do comportamento dos consumidores.
Os Números Impressionantes da Produção
Atualmente, a Scala conta com sete fábricas localizadas em Minas Gerais e no Rio Grande do Sul. A capacidade de processamento diária é de mais de 1 milhão de litros de leite, o que demonstra a grandeza da operação e a dedicação em atender tanto o mercado B2B quanto o consumidor final. A empresa emprega cerca de 1.700 funcionários, incluindo um time exclusivo de merchandising para garantir a visibilidade adequada de seus produtos.
A recente aquisição do Laticínio Deale na região sul do Brasil aumentou a presença da Scala no mercado, permitindo a adição de novas unidades fabris e contribuindo para sua meta final de expansão da capacidade produtiva.
Mudança de Foco: De B2B para o Consumidor Final
A mudança na abordagem da Scala marca uma transição importante na estratégia da empresa. A maior parte do seu histórico foi construído em torno do modelo B2B, atendendo diretamente a pizzarias e restaurantes. Contudo, a missão agora é nivelar a participação no mercado, onde os produtos dirigidos ao consumidor final representavam apenas 25% das vendas em 2025. A meta é elevar essa participação para 30% até o final de 2027.
Essa transformação não se restringe apenas a colocar produtos nas prateleiras — envolve um profundo processo de rebranding que levou aproximadamente três anos e exigiu um entendimento detalhado da jornada de compra do consumidor, análise de feedback e um trabalho colaborativo entre diferentes departamentos da companhia.
Desafios e Oportunidades no Mercado de Queijos
A indústria de queijos é um setor altamente competitivo, e a Scala reconhece que os desafios são grandes, mas as oportunidades são igualmente vastas. O reconhecimento da marca em um mercado já saturado requer estratégias de marketing eficazes e investimento em inovação para se destacar. A pesquisa de satisfação do consumidor e as interações diretas têm sido fundamentais para que a empresa possa ajustar suas ofertas com base nas preferências e necessidades do público.
Ademais, o feedback contínuo dos clientes é crucial, garantindo que a empresa esteja adaptando seus processos e produtos para oferecer a melhor experiência de compra e qualidade. Essa conexão direta com os consumidores fortalece não apenas a marca, mas também a sua competitividade no mercado.
Rebranding: Fortalecendo a Identidade da Marca
O rebranding empreendido pela Scala não apenas redesenhou a embalagem de seus produtos, mas também reformulou a mensagem da marca. Com um foco em valorizar a qualidade e tradição dos seus queijos, a estratégia busca criar uma conexão emocional com o consumidor. Isso se avaliou como um aspecto crucial para conquistar a preferência nos pontos de venda.
Criar um novo posicionamento de marca é um processo intenso que foi sustentado por pesquisas de mercado e análises do comportamento do consumidor. O intuito é a construção de uma imagem forte e memorável que traduza a essência da Scala e convida os consumidores a conhecer e experimentar suas ofertas.
Investimentos em Infraestrutura e Sustentabilidade
A Scala também tem um compromisso com a sustentabilidade como parte integral de sua estratégia de crescimento. A empresa investiu R$ 50 milhões em uma estação de tratamento de efluentes, que habilita a produção de biometano, refletindo um compromisso com práticas responsáveis e inovadoras em suas operações.
Além disso, o BNDES já havia aprovado um financiamento de R$ 64,7 milhões para a implementação de uma nova estrutura que visa atender 2.500 m³ de efluentes diariamente. Este projeto é um pilar fundamental para suportar a expansão da Scala até 2030, mostrando que a sustentabilidade é um valor fundamental para a empresa.
A Importância do Feedback do Consumidor
A interação com o consumidor é essencial para a evolução da Scala. Compreender os feedbacks e os desejos do público permite um ajuste contínuo nas ofertas e na qualidade dos produtos. A empresa tem empenhado esforços em coletar dados de satisfação e engajamento do consumidor, alinhando suas práticas às expectativas dos clientes.
Essa resposta dinâmica às demandas do mercado virtuais cria um diferencial competitivo importante e assegura que a marca permaneça relevante e acessível à sua base de consumidores.
Perspectivas Futuras: Dobrar o Tamanho até 2030
A ambição da Scala de dobrar seu tamanho até 2030 está alicerçada em um plano estratégico bem definido e exigirá esforços colaborativos. Com um plano abrangente de investimentos e expansão em todas as áreas, a empresa projeta não apenas aumentar sua capacidade de produção, mas também fortalecer sua presença no varejo e estreitar laços com o consumidor final.
A projeção de crescimento é otimista e baseada em resultados tangíveis que já estão sendo alcançados nos mercados atacadistas e de varejo, que têm apresentado um crescimento percentual significativo nos últimos três anos.
A Jornada de Inovação e Adaptabilidade da Scala
Por fim, a Scala se encontra em uma jornada contínua de inovação e adaptabilidade. A empresa sabe que o mercado de queijos é dinâmico e as demandas mudam constantemente, tornando essencial a disposição para ajustar sua estratégia e seus produtos conforme a evolução das preferências do consumidor. A melhoria contínua é a chave para se manter competitiva em um setor desafiador.
O foco em práticas sustentáveis e na qualidade dos produtos, aliado a um forte engajamento com o mercado e a comunidade, proporciona à Scala não apenas uma boa posição no presente, mas também uma base sólida para o futuro. É uma história de tradição, inovação e compromisso com o sucesso que promete continuar a se desenrolar nos próximos anos.

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